Os filhos e o divórcio

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A família é muito importante para o desenvolvimento de uma criança. O modo como essa família se relaciona pode definir como será a personalidade de uma criança. É durante toda a infância que a criança está se constituindo psiquicamente, e nesse período é essencial que haja apoio dessa família para que a criança possa se desenvolver adequadamente. Porém nem sempre os pais são capazes de suprir as necessidades dos filhos. Muitas vezes os pais não tem maturidade suficiente para lidar com um relacionamento, e quando essa relação entre os pais não é estável, a criança que a presencia sofre muito.

A relação entre os pais interfere na constituição psíquica do filho. A família é o espaço de acolhimento e saúde, porém nem sempre as famílias apresentam as condições para um bom desenvolvimento de seus integrantes, pois muitas vezes o casamento e a constituição de uma família, nem sempre são sinais de maturidade parental, pois nem sempre ambos possuem maturidade suficiente para sustentar psicologicamente uma família.

Um ambiente familiar adequado proporciona o desenvolver de uma personalidade sadia na criança. Esse ambiente deverá ser composto de qualidades físicas que ofereçam apoio ao sujeito e promova a possibilidades de criar, explorar e buscar experiências emocionais boas. Quando o ambiente não é capaz de suprir as necessidades para o desenvolvimento da criança, podem se desenvolver patologias e, para Winnicott (1975), “A sintomatologia da criança reflete doença em um ou ambos os pais ou na situação social, sendo isso que necessita de atenção”.

Nessa situação tão complicada para todos é essencial a maturidade dos pais para lidarem com a separação. O ideal seria que a separação fosse amigável e que os pais conseguissem separar a mágoa e raiva da relação entre eles, para que com os filhos não sofram ainda mais. Porém alguns não conseguem, e acabam utilizando os filhos para atingir um ao outro.

O período de separação é de extrema importância para todos que vivem esse processo. O período que segue, é um período de adaptação e sofrimento para todos, inclusive para os pais, que muitas vezes ficam perturbados, e não conseguem dar a assistência emocional suficiente que os filhos precisam, e acabam agravando ainda mais a angústia e insegurança deles. Por isso é comum que a criança apresente sintomas, como dificuldades na escola, tristeza, agressividade, e a longo prazo até dificuldades de relacionamento. Vale lembrar que o modo como cada uma se ajustará à separação, depende diretamente de como os pais lidam com o fato, como interagem entre si e com ela, antes e depois da separação.

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